O Mercado de Trabalho

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Estar permanentemente inserido no mercado de trabalho, de fato, representa
uma variável que impacta significativamente nos acontecimentos da escolha
para a faculdade EAD.
O presente trabalho foi integralmente compartilhado pelos dois autores, que, no
entanto, redigiram as partes separadamente. Na literatura, aqueles que estão
inseridos no mercado de forma estável e bastante contínua são por vezes
denominados “estudantes-trabalhadores” e diferenciados daqueles que apenas

ocasionalmente têm compromissos laborais denominados “estudantes-
trabalhadores”.

Aqui, por outro lado, há aprendizagem em vários contextos nacionais e de onde
emergiu claramente que a condição de trabalhador de alta intensidade penaliza
significativamente tanto a progressão acadêmica como a possibilidade de
obtenção de uma licenciatura; e parte dessas pesquisas, aliás, também destacou
que o comprometimento com o trabalho pode reproduzir as desigualdades
sociais que derivam do status sociofamiliar de pertencimento nos resultados
acadêmicos.

Na faculdade EAD o risco de evasão universitária que pesa sobre o estudante-
trabalhador deve-se razoavelmente às dificuldades associadas a duas

circunstâncias: em primeiro lugar, a ter que arranjar tempo para se dedicar ao
estudo autónomo à margem dos compromissos profissionais; em segundo lugar,
ter de conciliar – se e na medida do possível – a condução do trabalho com a
organização do ensino universitário. Essas dificuldades às vezes podem ser
contidas ou superadas se o estudante-trabalhador tiver as oportunidades de
direito à educação garantidas por alguns acordos coletivos de trabalho.